Autores: Louise Lopes,
Luisa Teixeira e Victor Gabriel.
A peste bubônica, ou a peste negra, como foi chamada pela população, ocorreu no período da Idade Média e devastou a sociedade europeia. A doença bacteriana é transmitida por pulgas de ratos infectadas pela bactéria Yersiniapestis. A falta de higiene e a precariedade das cidades e vilas medievais foram fatores importantes para a proliferação de ratos. Além disso, a época foi importante para o comércio Euroasiático, provavelmente a causa da chegada de ratos chineses nas embarcações. Segundo a historiadora brasileira Vera Machline, em apenas quatro anos a Europa foi totalmente devastada pela praga.
“Em 1351, a peste já tinha varrido toda a
Europa e estima-se que tenha matado, em apenas quatro anos, cerca de 25 milhões
de pessoas – o equivalente a quase um terço da população europeia na época”
(MACHLINE, V. 1995, p. 58).
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| Entre os túmulos, jovens formavam alegres e ruidosas rodas de dança/Farândola, ilustração de manuscrito, autor desconhecido, século XI. |
Mesmo em
meio ao caos, os cemitérios da época não eram lugares sombrios e misteriosos
como são tratados na atualidade. Lá a população procurava se divertir com os
amigos ou com a família e também servia de espaço para exercer a cidadania,
pois os juízes comunicavam sentenças (equivalente aos prefeitos darem
publicidade aos seus feitos). O “cartório a céu aberto” sofria com a falta de
higiene, já que havia acúmulo de corpos devido aos grandes mortos da Grande
Peste.
“As necrópoles já foram um bom lugar para morar, namorar,
jogar bola, dançar, comer, beber e fazer compras. A vida social entre túmulos
chegou a tal nível de efervescência que a Igreja passou a legislar sobre o uso
do espaço.” (VISSIÈRE, S. 2009).
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| Joana d´Arc foi julgada num cemitério, em sessão pública/ Joana D’arc na fogueira, pintura, E. Lenepveu, 1889, Panteão de Paris, França |
Os cemitérios tinham o poder de atrair
pessoas da cidade e acabou tendo como principal função a religiosa. No mesmo
local em que se enterravam os defuntos, os vivos escutavam as palavras dos
padres e recebiam o sacramento. As cerimônias aconteciam nos cemitérios, pois
as igrejas da época eram muito pequenas e não comportavam a grande massa de
fiéis frequente, e, além disso, a Igreja achava que a pregação em meio aos
mortos gerava uma maior comoção à população, lembrando o vivo a sua
aterrorizante natureza mortal além de leva-los ao arrependimento.
O cemitério realmente se tornou algo a
mais da finalidade original quando comerciantes começaram a instalar suas
vendas nesses locais. Lá eram comuns comércios de açougueiros, de lojas e
tabernas. Os comerciantes apoiavam a localização, pois eram isentos de impostos
e o local era bastante movimentado.
Bibliografia
consultada:
MACHLINE,
V.; MONTEIRO, L.; PIRES, J. Forma e Ciência. 1 ed. São Paulo: Educ, 1995.
VISSIÈRE, S.
Os animados cemitérios medievais. 67 ed. São Paulo:Duetto Editorial, 2009.
Disponível em:
https://fotolog.com/fifield/45619685
www.historianovest.blogspot.com/2009/05/os-animados-cemiterios-medievais


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