A economia na Idade Média.
Camilo Brito
Lucas Pereira
Pedro Vitor
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Diante do enfraquecimento do Império Romano, consequência das invasões bárbaras, houve, na Europa, um processo de ruralização e descentralização política, de forma que os nobres detentores de latifúndios, juntamente com a classe pobre, estruturaram reinos improvisados e autossuficientes os quais objetivavam a sobrevivência de seus constituintes, dando início a Idade Média. Nesse contexto, a economia europeia sofreu um atrofiamento, tendo em vista a fragmentação política do território, a atividade agrícola como norteadora, o comércio amonetário e a influência religiosa, a qual definia a busca pelo lucro e acúmulo de riquezas como tangenciais à moral cristã.
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A priori, nota-se que a descentralização política ocorrida na Idade Média influenciou diretamente na regressão sistemática econômica do período. De acordo com o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada para alcançar o equilíbrio na sociedade. No entanto, tal estabilidade era corrompida na realidade medieval, pois cada reino apresentava sua própria organização política e, frequentemente, haviam disparidades em suas leis, o que gerava um ambiente de instabilidade e disputas, impedindo a possibilidade de relações comerciais efetivas. Dessa forma, as conjunturas feudais eram organizadas para se manterem isoladamente, de modo que produziam todos os artigos necessários à subsistência, comercializando-os localmente por escambo (troca de mercadorias ou serviços sem o uso de moeda).
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Outrossim, a base econômica desse período era a agricultura e em meio a ineficiência das técnicas produtivas, conjuntamente à fertilidade do território europeu e à demanda populacional, a economia feudal foi restringida à subsistência. Em geral, a agricultura medieval apresentava um desempenho produtivo baixo, resultante da má qualidade das sementes, da limitação dos instrumentos e da técnica de rotatividade de terras (medida em que os lotes de plantação eram revezados para evitar o desgaste do solo), e tudo isso comprometia as trocas comerciais, pois não havia quantidades consideráveis de excedentes capazes de alavancar a economia. Além disso, muitos feudos estavam em terras pouco férteis e tal fato complementava a baixa produtividade e a restrição ao sustento familiar.
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Ademais, outro fator que limitara a evolução na Idade Média foi o mecanismo comercial da época, o qual era basicamente amonetário. Naquele tempo, a aquisição de mercadorias, de serviços, o pagamento de impostos quase não era feito a partir de moeda, de maneira que os indivíduos trocavam seus próprios produtos ou serviços para tal aquisição, prática conhecida como escambo. Diante disso, observa-se que nos conjuntos feudais, a ausência efetiva de moeda comprometia a acumulação de riquezas nos reinos e o consequente desenvolvimento nas suas economias.
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Referências:
Disponível em:
<https://www.suapesquisa.com/idademedia/baixa_idade_media.htm>. Acesso em: 12 ago. 2018
<https://escolakids.uol.com.br/renascimento-comercial-e-urbano.htm>.Acesso em: 12 ago.2018
<http://www.economiaeadministracao.com.br/idademedia.php>. Acesso em: 12 ago.2018
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia> Acesso em: 12 ago.2018
<http://www.miniweb.com.br/historia/artigos/i_media/cidades_comercio.html>. Acesso em:12 ago.2018
<http://economia.culturamix.com/moedas/historia-economia>. Acesso em: 12 ago.2018





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