Condição feminina no século XIX
Isabele Lopes
Lívia Heloísa
A vida das mulheres no século XIX era resumida em aprender regras de etiqueta, debutar na sociedade, casar-se e cuidar de sua prole (era necessário dar herdeiros ao seu marido, principalmente se o mesmo possuísse títulos e propriedades). Ou seja, não havia espaço para o sexo feminino ter a liberdade de escolher seu futuro.
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Desde a infância, as pequenas damas seguem normas rígidas de educação. Aprendem a ler, escrever e fazer contas, tem aulas de música e desenho, aprendem a dançar, tricotar, e estudam línguas estrangeiras como francês e italiano.
As mulheres seguiam à risca um padrão que determinava quais estilos de vestidos deveriam ser usados em ocasiões específicas como bailes, caminhadas e até mesmo para cavalgar. Os modelitos eram extremamente desconfortáveis, muitas vezes causando desmaio por causa do número excessivo de peças (podendo pesar até 15 quilos) e das altas temperaturas do verão.
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Os débuts eram conhecidos como o evento de primeira aparição das damas solteiras aristocráticas, onde seriam apresentadas à sociedade. As famílias mais nobres investiam em vestidos e sapatos para mostrar que suas filhas eram bons partidos para casar.
Era esperado de uma dama que, durante uma conversa com cavalheiros, assuntos como política e religião não fossem discutidos, pois a mulher era vista como uma figura frágil e pura. Ademais, não era apropriado que mulheres jovens e solteiras conversassem com homens sem uma acompanhante.
Era esperado de uma dama que, durante uma conversa com cavalheiros, assuntos como política e religião não fossem discutidos, pois a mulher era vista como uma figura frágil e pura. Ademais, não era apropriado que mulheres jovens e solteiras conversassem com homens sem uma acompanhante.
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Para realizar um bom casamento, haviam algumas exigências que a jovem mulher deveria cumprir e a principal delas era o dote, determinada quantia em dinheiro ou terras que o pai da noiva oferecia e era transmitida para o noivo. Como esposa, a mulher ficava responsável pela administração das tarefas domésticas e contratação de empregados. Além disso, precisava prestar apoio, conforto e lealdade ao marido, como também gerar e criar seus filhos.
Neste tempo, o divórcio raramente era permitido a elas. Para obtê-lo na Inglaterra, por exemplo, um homem só precisaria mostrar que a esposa havia lhe traído. Uma mulher, porém, teria que provar que seu companheiro havia agravado a infidelidade mantendo relações com animais, cometendo incesto ou alguma outra conduta imperdoável.
Referencias:



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