quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A importância da mulher no Antigo Egito: Camponesas, Rainhas e Divinas

Autores: Gledson Lopes
Douglas Brito
Hévila Victória 


Costumadamente arcaico, as mulheres, em toda trajetória humanitária, tiveram seus direitos retirados e foram brutalmente excluídas de suas vontades e ambições. Eram vistas como seres inferiores aos homens e, inúmeras vezes, estavam no mesmo patamar dos escravos. Porém, será que em todas as sociedades o papel da mulher sempre foi esse? Submissão e atrofiamento de seu pensamento? Na sociedade egípcia a realidade era bem diferente. De início, a sociedade era considerada matriarcal, ou seja, a mulher seria a gestora da família. Além disso, os egípcios eram governados por grandes faraós considerados deuses vivos, filhos de deuses ou emissários de suas vontades.

Ø  As Camponesas
A maioria das mulheres era camponesa e trabalhavam ao lado de seus maridos, eram conhecidas por terem uma “lábia” para negócio, pois conseguiam formar fazendas ou “empresas” na ausência dos seus maridos e filhos, tendo como objetivo a fabricação de perfumes, tecelagens, cerveja e pão. Além de serem responsáveis pela colheita e o abastecimento hídrico em sua residência.


Ø As Rainhas, destaque pra a Rainha que foi Rei (Hatshepsut)
Em destaque, houve um governo bastante promissor (por volta de 22 anos) de um faraó chamado
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Hatshepsut.jpg
Hatshepsut. Porém, esse governante, por incrível que pareça, era uma mulher super legitimada e vangloriada pela sociedade. Com este governo longevo, a referida proporcionou constante acrescência econômica para o império, expansão da agricultura e do poderio político para outras regiões vizinhas, além de levar ao Egito um dos momentos de maior desenvolvimento interno (com a construção de obras públicas) e externo (mantendo as fronteiras estáveis e as relações políticas com os territórios conquistados do mesmo modo). Este poder imensurável somente pôde ser conquistado devido a esperteza de Hatshepsut. Com a morte de seu pai (até então faraó), ela se casou a morte de seu pai (até então faraó), ela se casou com seu meio irmão. Este morreu após poucos anos e deixou um herdeiro muito jovem, fruto de um relacionamento com uma concubina. Foi ali em que ela utilizou de sua inteligência para saber o momento certo e como fazê-lo engajar. Hatshepsut foi usando aos poucos do poder para não causar uma estranheza imediata, mas também não deixar que outros tomassem sua conquista. Por fim, ela conseguiu se tornar uma mulher dona de um dos governos egípcios mais promissores, mãe e educadora de seu filho que posteriormente viria a ser faraó (estando sendo ensinado desde bebê para isso). Sem dúvidas, Hatshepsut pode ser considerada um símbolo da importância feminina na política e em todos os setores, sendo personagem considerável que podemos citar na busca por igualdade de gênero, de direitos e na busca incessante por uma humanidade mais justa e harmônica. 

  
Conhecendo mais da vida de Hatshepsut, link: https://youtu.be/KV1jW7Co-lE

Ø Divinas
http://www.ocultura.org.br/index.php/%C3%8Dsis
A imagem da mulher tinha um significado. Existia uma grande abundância de divindades na mitologia  egípcia. Em que, as mulheres e a sua imagem foram frequentemente comparadas com a vida e fertilidade. Como no caso a deusa Isis, que foi associada há vários princípios: como protetora feminina, mãe-criadora e desenvolvedora da vida. Tendo relação com os princípios da vida e da morte. Havendo uma conquista feminina, pois não era qualquer indivíduo que tinha chance de se tornar um sacerdote, pois tinha que haver uma conquista de honra para conseguir esse cargo, ocasionando um alto nível de respeito e admiração por parte da sociedade e do faraó. Essas mulheres eram conhecidas como “Divinas Adoradoras de Amon” (Amon era o Deus criador), em que participavam ativamente dos rituais.


Referências:

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